sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
"Linho e Seda"
Composição n° 928
LINHO E SEDA
(R.Candeia - 10/02/2017)
Dentro da redoma tudo é tranquilidade
Onde as vaidades disputam idiotices
Problemas medíocres ganham proporção
Numa não noção de uma patética mesmice
Marcas destiladas em conversas de grifes fiadas
E a sabedoria afiada esquece do que quiser
Fico perdido entre tantos tristes achados
De sábios tapados que adoram enfeitar ao dizer
Livres numa cúpula isolados de tudo
Enxergando outro mundo onde o banal é caro
Escancaro o desconforto a todos que incomodam
E tocam suas sinfonias em tom bárbaro
Braços que jamais serão torcidos
Seus cheques batidos na conta compram
E bancam suas dignidades de linho e seda
Deixando azeda a comida que não doam
Choram pobreza de bolso cheio do último andar
Esquecendo a verdadeira pobreza que se têm
E tudo que vêem são seus lucros acumularem
Vendo seus heróis lutarem contra todos que nada tem
Livres numa cúpula isolados de tudo
Enxergando outro mundo onde o banal é caro
Escancaro o desconforto a todos que incomodam
E tocam suas sinfonias em tom bárbaro
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
"Bordões e Rebeliões"
Composição n° 927
BORDÕES E REBELIÕES
(R.Candeia - 09/02/2017)
Charlatães destilam seus bordões
Puxando cordões até mesmo sem plural
Onde o mal não é levado a sério
Num mistério mais exposto que o pré-sal
Solas gastas por andar em círculos
Dando de cara num muro que se prefere manter
O sofrer é a vitória dos que não tem sorriso
E tomam banho de chuva de granizo por prazer
Rebeliões mentais do obscuro
Golpe duro abominando o martelo e a foice
Tornando tudo doce e maravilha
Quem dera que essa trilha desse jeito fosse
Dinamites e palpites explodem durante as horas
E todo esse aqui e agora fogem pela culatra
Toda essa obsessão ladra para no engarrafamento
Naquele tormento louco de volta às aulas
No final qualquer grama vira quilo
Naquilo que somos desejados sem saber
Todo enfurecer vem de alguma frustração
Como a liquidação dessa terra que está pra vender
Rebeliões mentais no obscuro
Golpe duro abominando o martelo e a foice
Tornando tudo doce e maravilha
Quem dera que essa trilha desse jeito fosse
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
"Ação Escondida"
Composição n° 926
AÇÃO ESCONDIDA
(R.Candeia - 08/02/2017)
E o sol vem derrubando fortalezas
As belezas do mundo ainda respiram
E os que piram nas verdades comercializadas
São figuras caricatas de amor aos que pisam
Tragédias que possuem pulsações
Sensações de náuseas são comemoradas
Perambulam direitos na história cuspida
São meretrizes traídas pela grana não dada
O que fazer ao não ser reconhecido pelo espelho
A identidade trocada de um sonho emprestado
E no teto espelhado, sozinho, tudo espalhado
Como o ideal mais fácil que você tem adotado
A ação do sol tenta ser escondida por nuvens
A caçada ao terror é passada de forma branda
A bandeira branca ainda está a meio palmo
Nesse calmo terremoto levado por quem se engana
Na filosofia de quem por uma frase guia
Se esconde a orgia de derramamento precoce
Numa multidão que não preenche nada
É a felicidade escoltada de quem assume a posse
domingo, 5 de fevereiro de 2017
"Cativeiros Vagantes"
Composição n° 925
CATIVEIROS VAGANTES
(R.Candeia - 05/02/2017)
Repare na sanidade em nossa volta
Linhas tortas não escritas por ninguém
Nada convém a lucidez que é tão mórbida
Nessa órbita que nos fazem de reféns
Nossos cativeiros vagam vagos pela rua
A minha mente nua imagina esse pesar
Vamos andar nos desviando dessas alucinações
Que trancam portões mesmo sem chave pra entrar
Cativeiros vagantes
Desfilando com o pior do elegante
A insanidade agora é nosso remédio
Nesse mundo médio que se achata a cada dia
Exalando agonia que se veste de esperança
Enganando até crianças que só pedem alegria
Caminhos existem para serem seguidos
E jamais julgados de forma tão radical
Mas julgamos e somos julgados por nossa hipocrisia
Onde sempre se dizia que não fazemos mal
A sanidade me preocupa bastante
Ela vive numa constante tristeza animada
Que fica internada no hospício mais próximo
Achando ótimo tudo que tem receita controlada
Cativeiros vagantes
Desfilando com o pior do elegante
A insanidade agora é nosso remédio
Nesse mundo médio que se achata a cada dia
Exalando agonia que se veste de esperança
Enganando até crianças que só pedem alegria
sábado, 4 de fevereiro de 2017
"Pelos Vãos"
Composição n° 924
PELOS VÃOS
(R.Candeia - 04/02/2017)
Profetizando os movimentos
Te convenço de que sou o melhor
O melhor que você não pode ter
Depois de tantos risos e suor
Nessas horas evite sonhar
Seria bem melhor só o viver
O ontem vai se materializando hoje
Sequestramos aquilo que queremos ser
O verão é sempre o nosso pesadelo
Onde todo o celeiro de ideias se bagunça
Parece um pacto com o destino
E mais tarde servimos à carapuça
Dou risadas sozinhos num monólogo
E logo depois trepo com o imprevisível
Nada sensível é cuspido sem percepção
Então lavo minhas mãos e acho incrível
Mas daqui a pouco as folhas começam a cair
Junto com todos os muros mau erguidos
Tenho seguido minha sombra pelos vãos
Onde só quem não é são tem acesso permitido
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
"Aos Berros"
Foto by: Róbson Madredeus.
Composição n° 923
AOS BERROS
(R.Candeia - 02/02/2017)
Não entendo essas coisas que acontecem
Nosso futuro perece do presente
E o passado ausente em tantas cabeças
Machuca à beça e não liga mais pra lentes
Não posso acreditar no que vejo
A mesma mafia domina bancadas e cegos
E o ego inflado é descontado do salário
Dos otários que calam e dos que levam pregos
Reelegem inimigos
Esse é o perigo que aqui se faz
Se protegendo de tiros
Atrás de placas que pedem paz
O desconforto dos nossos dias
Começam em notícias que rasgam nossas vistas
Quase nos fazendo revista aos berros
Como nos belos becos secretos nada terroristas
O uniforme muda de lado dependendo do bolso
E o alvoroço muda de nome em carteiradas
É a enganada manada de ódio e fome
Que em nome do estado se diverte em granadas
Reelegem inimigos
Esse é o perigo que aqui se jaz
Se protegendo de tiros
Atrás de placas que pedem paz
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
"Mentes Traídas"
Composição n° 922
MENTES TRAÍDAS
(R.Candeia - 01/02/2017)
Meu organismo é pura energia
Somos energia de todas as formas
A energia superior pode controlar tudo
Mas ela só existe se a gente quiser
No fluxo divino criado e inventado por nós
Nunca estaremos à sós enquanto vibrarmos
E ao ignorarmos os tiranos mitológicos
Tudo que é lógico nasce sofrendo preconceito
Nosso poder é muito maior do que achamos
Só nós mesmos podemos matar ou dar vida
E não existe castigo, ou sequer recompensa
A mente que pensa é sempre traída
O conservadorismo é o abrigo escolhido
Para preservar o interno conflito, onde
Há o choque de todos os lados do mesmo ser
Sendo lindo pro mundo mas sem se convencer
E toda essa força que pode nos rodear
Está por aí esperando num bar ou em sentido
Nossos ouvidos trabalham em prol da mente
Esqueça serpentes que falam, isso foi mentido
Nosso poder é muito maior do que achamos
Só nós mesmos podemos matar ou dar vida
E não existe castigo, ou sequer recompensa
A mente que pensa é sempre traída
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