quinta-feira, 20 de julho de 2017
Texto
A MODA DA NOVA IDADE MÉDIA
Por: Ricardo Candeia
18/07/2017
O Brasil, e toda sua população, junto com tudo, está indo fortemente por ladeira abaixo, caindo sem parar para o fundo de um poço que parece não ter mais fim, dando vida, devido à nossa tragédia interna, à personagens fictícias de péssimo gosto e de enredo paupérrimo. Bolsonaro é o maior destas personagens, este "senhor" é o resultado de uma longa, porém simples equação, onde se subtraem educação, respeito, lógica, paz, racionalidade e soma-se ódio, desrespeito, preconceitos variados, imediatismo barato e palavras vazias, multiplicado por insensibilidade, falta de conhecimento histórico, bom senso, sinceridade, crises vastas, principalmente intelectual, que vem da ausência de leitura, respeito ao próximo, somado a preguiça de aprender, desespero e medo. Bolsonaro é apenas uma farsa caricatural, cheio de palavras-chaves, frases banais vazias e já decoradas com discursos fáceis de entender devido a fraqueza e fragilidade de seus "pensamentos", quase uma cópia ou uma cópia mal feita de Moreira Franco nas eleições de 1986, no qual ele derrotou o grande Darcy Ribeiro com um discurso muito parecido de que acabaria com a violência em 6 meses, e o que Moreira realmente acabou foi com o projeto dos CIEPS (criado por Darcy Ribeiro), onde o estudo seria integral e o as crianças teriam educação, alimentação e ao menos uma esperança de futuro. Isso é a cara desse país que falta tudo, e que mal nasceu e já agoniza sendo protagonista da grande piada mundial, não se buscam reais soluções, isso dá força para caricaturas que estão mais pra palhaços. Imagina este "senhor" num encontro de Líderes mundial, o Brasil seria a vergonha alheia do universo, imagino o assunto sério e ele vindo e falando de NIÓBIO, de submissão das minorias, em pleno século XXI, cheio de falso moralismo e tradicionalismo, até porque, como vir com aquele papo conservador babaca de família tradicional, se ele mesmo se casou e se separou 3 ou 4 vezes?
Acho que seria praticamente o fim desse projeto de país que foi "descoberto" (lê-se explorado e disseminado) em 1500 mas que só "deixou" de ser colônia em 1808, e mesmo assim só porque foi usado de rota de fuga, esconderijo.
E ainda existem seus herdeiros de sangue (bolsonarinhos), que até agora também se mostraram muito fracos de argumentos, com embasamento zero e não só em conhecimentos históricos básicos como atuais, com seus discursos tão másculos e "certeiros" que na hora de um simples debate eleitoral, passam mal, dão xilique a ponto de quase desmaiarem, tudo porque uma de suas crias não tinha conhecimento para responder uma simples pergunta. Pelo menos isso já o(s) torna(m) diferentes do REI do NIÓBIO, que em suas entrevistas e debates, até mesmo com civis comuns, perde sempre no argumento, perdendo a cabeça, destilando palavras ofensivas e não dando o direito de resposta jamais. Volto ao assunto, imaginem essa caricatura num encontro de líderes mundiais? Se o mesmo foi humilhado até em debates políticos com universitários?!?!?! Precisamos rever nossos conceitos e exterminar nossos preconceitos, exterminar todo o egoísmo, tanto conservadorismo escroto, falso moralismo, e qualquer tipo de tradicionalismo, isso não é um ato contra quem seja, mas um pedido para que se respeite a individualidade de cada um, e ler e se informar sobre nossa história, pelo menos o básico já é importante, para que não se saia por aí passando vergonha e defendo políticos que são analfabetos políticos, estranho né? Querem saber se algum dia conseguirei regredir ou não ligar para nossa história a ponto de votar nessa caricatura? Não sei, talvez no dia em que ele aprender a fazer flexão.
Obs: Essa personagem fictícia caricatural, deveria ser investigado por falsidade ideológica pelo fato dele ser ele mesmo.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
"Anulação"
Composição n° 964
ANULAÇÃO
(R. Candeia - 30/06/2017)
Num jogo previsível de cartas marcadas
Está armada toda a contravenção
Toda paixão pela cifra escancara
E só mascara pra quem não conhece a visão
Cadeiras numeradas e presentes secretos
E não há decreto que faça tudo parar
Tentar se salvar é um sonho perdido
E com pés ardidos a nação começa a sangrar
Juízes amigos com seus martelos de Thor
Onde o pior está sempre por vir
Jaz aqui na terra vendida a esperança
Que por ganância veio a falir
Carreiras intactas são absolvidas
Não se ligam pras vidas postas em xeque
Antigos cheques se transformam em malas
E em dentro de salas viram manchetes
Mas mesmo assim não dão em nada
E na estrada trancada nova arrecadação
Então a constituição é rasgada
Nessa festa bancada por tanta anulação
quinta-feira, 29 de junho de 2017
"Movimentos em Gesso"
Composição n° 963
MOVIMENTOS EM GESSO
(R. Candeia - 29/06/2017)
O moralismo corre a maratona
Que vem à tona triste em cada frase
Como derrubar os pilares
Se nem ao menos temos base
O dedo julgando de dentro do quarto
Mal desses partos que deram certo
Só ficam perto de telas luminosas
Leguminosas de livro semi-aberto
O crime real está em suas caras
E em suas taras pela ordem e progresso
Movimentos em gesso buscando a luz
Replicando às margens plácidas o inverso
Engraçado decifrar as suas mentes
Deitados eternamente em seus berços
No esplendor de suas dores tão banais
Desejam soluções fatais e beijam terços
Até seus refúgios fogem de si
Correndo dessa praga de epidemia
Sufocados em agonia descontrolada
Criam ciladas e determinam o que é alegria
quarta-feira, 28 de junho de 2017
"Impressões"
Composição n° 962
IMPRESSÕES
(R. Candeia - 28/06/2017)
Sonhamos com a infinitude do tempo
E há o finito que só tende a perturbar
De casa, do bar, analiso o sistema
Eu não penso em temas pra filosofar
Se vende tantas horas em busca do sucesso
E se fica preso sem ver a cor do céu mudar
Tudo pra juntar o suor dentro de cofres
Exalando enxofre pra tentar perfumar
A estimulante ideia de incerteza é inquieta
É peculiar todo e qualquer tipo de exposição
Nossa ilusão é encontrada em abismos
Nas curvas do cinismo esquecem a velha razão
Imagens impressas em mentes criativas
Durante noites reflexivas que testam o ser
É a neurose da sanidade martelando
Tornando tudo um claro prazeroso sofrer
Quanto valem esses tempos diante do instinto
Quanto vale nosso tempo, diga
Prossiga guardando até secar aquela gota
Que por toda sensação mendiga
quarta-feira, 21 de junho de 2017
"Intelecção"
Composição n° 961
INTELECÇÃO
(R. Candeia - 21/06/2017)
Em porres mágicos de amor e crueldade
Recomendo remédios letais
E misturo insinuados com inusitados
Todos incitados excitados tão vitais
Meu silêncio pleno cria tantos ecos
Vindo de conhecimentos que beiram
Todo inconsciente secreto que flagra
A mística maré e todo ponto que queiram
Poetas bêbados escrevem pelo ar
Palavras que na hora não precisam entender
O nascer dos sentidos exalam
E não falam nada que faça a luz acender
A incerteza estimulante deixa retumbante
Pro sortilégio mumurros ao pé do ouvido
Sobre essa comunidade neutra e inodora
Que em nenhuma hora mostra ter vivido
Novos traços são procurados às cegas
As pregas do mundo se afrouxam de vez
O anseio contraposto e imposto respira
E pira a cabeça de peões que defendem reis
Poetas bêbados escrevem pelo ar
Palavras que na hora não precisam entender
O nascer dos sentidos exalam
E não falam nada que faça a luz acender
quarta-feira, 14 de junho de 2017
"Ideais de Asilo"
Composição n° 960
IDEAIS DE ASILO
(R. Candeia - 14/06/2017)
Beijos e cuidado na rua
Porque tua poesia é tão sincera
Nosso livro espera tanto a cada folha
A escolha da ideia mais singela
Capítulos são histórias fatiadas
E as cidades sitiadas nos condenam
A massa é manobrada e confeitada
E o domínio utiliza os que não pensam
Cuidado na rua e se proteja
E bata palmas para todo entardecer
No destilar o veneno tão barato
Que sai caro e não consegue convencer
Não deixe parar esse tempo esquisito
O grito vazio abafando o de socorro
No peito, no morro, olhares de confusão
E na mão o teclado da justiça faz o esporro
Cuidado com a réplica que vem cortando
De forma cega dando mais vida ao aleijão
Dessa geração sem visão e umbigo
Que carrega consigo toda a aberração
terça-feira, 6 de junho de 2017
"Efeito Colateral"
Composição n° 959
EFEITO COLATERAL
(R.Candeia - 06/06/2017)
Minha cabeça dói como se fosse
Meu primeiro contato com a luz do sol
Tudo em prol de um véu descoberto
Desses rostos que ignoram reflexos
Faro sob faróis que não se apagam
Que do conforto assistem ao confronto
Ainda mais interno de uma juventude
Cheia de atitude contrária à eles mesmos
Vagando com ideias vagas a esmo
Em discursos anômalos que normal é banal
Quando teremos a chance de nascer
E não herdar todo esse efeito colateral?
O desaforo privilegiado dá cor as nossas veias
E é o que rindo tateia nossa cara
Tentando entender o motivo por qual
Contestamos essa perigosa e estranha tara
A insegurança que nos protege impede
A nossa livre passagem que simples seria
É a paz não encontrada ao chegar em casa
A prática diverge de qualquer teoria
Vagando com ideias vagas a esmo
Em discursos anômalos que normal é banal
Quando teremos a chance de nascer
E não herdar todo esse efeito colateral?
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