quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

"Nem Morfina"



NEM MORFINA
(
R. Candeia - 15/01/2014)

Toda cachorrice humana
Jamais será digna de ser canina
E os olhos do mundo se fecham
Dias que doem, não adianta morfina

Revoltas em nossa frente
A destruição do mundo tem sentido
Somos roubados a quinhentos anos
Vândalos são aqueles dos partidos

Máscaras foram proibidas
Mas e a máscara do governo?
Que encobrem sujos segredos
Brincando com nossas vidas

Tenho mais medo dos "fantoches azuis"
Reflexão da pífia educação do país
Isso sem falar do SUS, susto
Um surto, a "sorte" de um povo infeliz

sábado, 23 de novembro de 2013

"Teatro Real"




Agora para vocês, uma das antigas!!



TEATRO REAL
(R.Candeia - 11/10/2006)

Visito terras distantes demais
Tendo meu amor como guia
Quero acordar e provocar um motim
Por fora e por dentro de mim

Cada palavra ou olhar seu
Me deixa em eterno parafuso
Tudo para e fico alento
Embolando o que já é confuso

Olho nos seus olhos
E vejo tudo brilhar
O que tiver de ser, vai ser
O que não tiver, também será

Sou bastante ávido
E meus desejos vão bem além
Da última gota do dia
Amasso e jogo fora toda a aporia

Todo dia é dia de ser
E algo me fez roubar o seu retrato
Se pra você tudo isso for uma peça
Faço da minha vida nosso belo teatro

                  

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

"Abastecimento"




ABASTECIMENTO
(R.Candeia - 14/11/2013)

Cada sorriso vale um dia de sol
O sal é o primordial para existir
Mas o existir só vale se o ser ser
Porque não sendo, a viagem é perdida

E não podemos desperdiçar antes da ida
Ser está cada vez mais raro por aqui
O mundo torna caro o que é barato
E a boa revolução ainda vai sair

Confio nos dias que parecem não acabar
O propósito da vida é sem querer
E o sorriso não é um só riso
Vamos parar para nos abastecer

Encho meu peito de esperança e fumaça
A minha pirraça é discordar de mim
Por isso duvido das minhas dúvidas
Mistérios são debocháveis e não acabam assim

"Imperfeição"



IMPERFEIÇÃO
(R.Candeia - 14/11/2013)

Qual será a coisa mais linda
Que existe nesta estranha vida?
Vivemos sob a lua e sol
Dizem que eles mexem com a gente

Somos agentes secretos de nós mesmos
Não nos conhecemos em ocasiões
O mundo gira em torno de si com seu ego
E joga sobre nós as decisões

Tornando tudo mais difícil com facilidade
E nossa piedade termina no primeiro copo
Um troço diferente que não se entende
Nem lá pelas quatro da madrugada

Me diga ao que você veio a florescer
É o complexo reflexo diante do espelho
Distorção em conselho dos que não tem o que falar
É a resposta não dada, a imperfeição ama criticar

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

"Status Banal"





     STATUS BANAL
  (R.Candeia - 10/10/2013)  

Pessoas se rebaixam por completas
Se futilizam e deixam de viver
Em busca de status e bem-estar
E não percebem que isso é ser lixo

Abdicam de amizades e experiências
E se trancam em suas lindas jaulas
Sem opinião e vontade própria
Que são vendidos por migalhas de luxo

São seres inúteis, excrementos ambulantes
Sem alma, sem vida, mas com aparência
Suas demências superam o que há de menor
E suas medíocredades derrubam qualidades

Sem conteúdo algum, cérebro derretido
Nenhum atrativo que se leve pra sempre
Só o engano de achar que se vive de verdade
E a idiotice como guia por toda eternidade

         

"Simples Demais"






  SIMPLES DEMAIS
(R.Candeia - 25/09/2013)

Não gosto do pouco
Acho o pouco muito pouco
Mas se ele lhe fizer bem
Mergulhe nele e se satisfaça

Ninguém ajuda assim de graça
É a lei do egoísmo na veia
Prefiro o frescor a frescura
E a sua cura é a minha teia

Eu gosto é do lixo
O luxo é consequência
Suas palavras bonitas
Não geram nenhuma frequência

Fico alto e enxergo além
Ouço o uivo das pessoas na esquinas
Seres impensantes e tristes
Com valores pobres mortos em chacinas

No meu altar mais sagrado, eu vomito
No silêncio mais chato, eu grito
Nada me atrasa, a vida eu sobrepus
E pros chatos, vamos parar de falar de cruz

               

"Covardia"






COVARDIA
(R.Candeia - 06/12/2012)
 
Jogos baixos para prender
E desculpas de quem não soube perder
É ver a incapacidade renascer
No jardim onde talvez nada mais vá nascer

A pior das covardias
Não machuca fisicamente
Agride, destrói e corrói
O que não está em nossa frente

O humano transborda insegurança
Só que uns conseguem disfarçar
Levantando o escudo de confiança
Procurando apenas quem não consegue mascarar

A covardia está aí todos os dias
Até mesmo nas frases vazias
Que são escritas de forma tão linda
Nos muros das mentes baldias