quinta-feira, 16 de março de 2017
"Deformidades"
Composição n° 940
DEFORMIDADE
(R.Candeia - 16/03/2017)
Todo esse tempo está tão veloz
Como politicos em favelas
Minhas canelas batem na grandiosidade
Dos intelectuais que vomitam na tela
Os estorvos sociais só sabem sugar
São como a energia negativa que bate
Num empate técnico com a tragédia
E são apenas comédias dentro de um iate
A deformidade na cara de um país
Que possui um coração infartado
Onde objetivos pequenos comandam
Na boca só cifras e um hálito abafado
Utilidade execrada num lugar condenado
Onde se tem julgado ignorando seus umbigos
Esse é o atraso de uma nação abandonada
Que orientada ainda torce pra inimigos
Risorts escolhidos para festejar o odor
Nessa balança programada pra desequilibrar
Nesse nada a falar entre tantas frases
Coisas que até hoje o tempo não pôde mudar
quarta-feira, 15 de março de 2017
"Por Dias"
Composição n° 939
POR DIAS
(R.Candeia - 15/03/2017)
E por dia se perdoa mil pecados inventados
Nessa frente fria que não refresca nem ódio
Fazendo o ópio perder por total seu efeito
Acabando perfeito com nossas chances de ócio
Retorcendo vertigens de uma forma cruel
Nesse céu descolorido que tanto planejam
E invejam futilidades em suas fatalidades
Na divina crueldade que por nada farejam
Reinventam verdades alucinadas no puro
Num furo de notícia vendida por mil almas
No fundo as palmas assombrando os ares
Ignorar os radares é um bom remédio pra calma
Por dia podiam pedir pra vir sem razão
Tudo que não impede o lado bom da sombra
A sombra em ação incomoda o prazer
De quem veio a nascer pra chantagear com sobras
E pelo meio dos dias especulo espetáculos
Que vivem isolados em peitos angustiados
Por tantos medos de outras muitas visões
Que viram maldições gerando auto-anulados
Reinventam verdades alucinadas no puro
Num furo de notícia vendida por mil almas
No fundo as palmas assombrando os ares
Ignorar os radares é um bom remédio pra calma
terça-feira, 14 de março de 2017
"Rompendo Peles"
Composição n° 938
ROMPENDO PELES
(R.Candeia - 14/03/2017)
Entendo seus problemas que confundem
E caso inundem estou aqui pra salvar
Só não quero somar nessa subtração
Nenhuma mão foi criada pra fechar
Conversas privadas à sós violando noites
Pontos vitais tocados por palavras não medidas
Dando mordidas nas sílabas armadas
Buscando a entonação que não abra feridas
E toda manhã nasce com lábios de esperança
Tirando a mordaça soltando o que é secreto
Num ato repleto de desejos e lindas vontades
Enganando as vaidades com espelhos de concreto
O calor deve ser mais forte rompendo peles
E nesse filme, estamos nele ensaiando a cena
Onde todo décimo de segundo acrescenta
Pitadas tão sensíveis em doses grandes e pequenas
E eu sempre escuto parecendo nunca ouvir
Fantasiando nas mentes um ferir que não existe
Todo ensejo se esconde em nosso fruto liberado
Qualquer mundo é encontrado quando se insiste
E toda manhã nasce com lábios de esperança
Tirando a mordaça soltando o que é secreto
Num ato repleto de desejos e lindas vontades
Enganando as vaidades com espelhos de concreto
sexta-feira, 10 de março de 2017
"Recados Marginais"
Composição n° 937
RECADOS MARGINAIS
(R.Candeia - 10/03/2017)
Tudo corre e me diz que está indo
Em qualquer recinto desequilíbro tons
Variados sons valorizam a surdez
Diante da mudez direcionada aos bons
Reajo a toda forma de supremacia triste
Nada consiste no meu aceitar cantando
Só não vou nadando porque me afogo
E logo verão que não sou apenas um insano
Quando o eco não volta nascem mágoas
Em suas águas poluídas que batizam
E com seus céus infernizam o que é fértil
Como os marginais que antes sempre avisam
Qualquer puritano massacra escondido
Seus achados perdidos idolatram medos
Mas no palco da vida pregam o correto
Feito martelos em coretos acertando dedos
Nem a famosa água benta cura essa secura
E o mar vermelho como sempre não abriu
A procura é feita em qualquer lugar errado
E aquele tratado que se crê, apenas iludiu
Quando o eco não volta nascem mágoas
Em suas águas poluídas que batizam
E com seus céus infernizam o que é fértil
Como os marginais que antes sempre avisam
quinta-feira, 9 de março de 2017
"Sintomas"
Composição n°936
SINTOMAS
(R.Candeia - 10/03/2017)
Já está tarde demais pra dizer que é cedo
Nenhum medo pra sempre vive
Estive fora de mim passando férias
E por minhas artérias me contive
O abraço não pode ser combinado
Somos taxados loucos por tantos insanos
Com seus panos sobre poeiras letais
Tais como seus inúteis egoístas planos
Fico tranquilo como num tarja preta
De uma forma concreta ignoro ignorância
A relevância é um mal necessário
O sintoma de otário morreu pela infância
Um olhar pode ser uma anestesia errada
Substância trocada por um erro comum
E num descuido do atraso que incorpora
Se joga fora do ser humano a lição número um
Ordenamos nossa anarquia ponderada
Nessa jornada presa na liberdade paga
O que propaga a leveza em nosso corpo
São as cicatrizes vivas que nos afagam
Levo tranquilo tudo sem tarja preta
De uma forma concreta ignoro ignorância
A relevância é um mal necessário
O sintoma de otário morreu pela infância
terça-feira, 7 de março de 2017
"Lado Sensorial"
Composição n°935
LADO SENSORIAL
(R.Candeia - 07/03/2017)
Nos lances indigestos de origens obscuras
Navegamos sem tortura com alguma direção
E em cada mão que abre soltamos liberdade
Nessa verdade que arde acendendo a escuridão
Curvas mal feitas se esquivam do irreal
Um súbito mal que fingimos sempre engolir
Dentro de qualquer partir fica o desejo
Até de tudo que não vejo mas existe por aqui
O sinal pisca no nosso interior desajustado
O alerta grita de grutas ao lado de paisagens
Nessa boba miragem de que tudo vai melhorar
O ver engana o enxergar, corrupção em imagens
Então ligo o meu lado mais sensorial
Para o meu coração territorial bater no ritmo
Das vidas que só pedem um pouco de retina
Nessa rotina que desatina e abraça meu íntimo
Quero que busquem até em bosques destruídos
Todo o florido que deu lugar a elevadores
E em toda a flora que hoje são apenas vagas
Reduzindo essa carga eliminando dores
O sinal pisca no nosso interior desajustado
O alerta grita de grutas ao lado de paisagens
Nessa boba miragem de que tudo vai melhorar
O ver engana o enxergar, corrupção em imagens
sexta-feira, 3 de março de 2017
"Ao Vivo"
Composição n° 934
AO VIVO
(R.Candeia - 03/03/2017)
Me busco, corro em volta de mim
E me encontro caçando significados
Para cada palavra ou olhar que arranha
Nenhuma façanha me beija derrotado
Engano virtudes viciosas as tragando
Beirando o muro do lado jamais procurado
Então isolado mas entre a multidão
Reconheço o caminho pelo chão sonhado
Assisto ao vivo rasgarem peles
Marcadas por corações ou frases que sangram
Traços que andam e modificam o ser
Fazendo do viver pertencer aos que planam
E vejo minha sombra bem louca entrando
Num bar de madrugada querendo sempre ficar
Só para embebedar os vigilantes de plantão
Os que não dão nem uma mão mas amam julgar
Me dê uma alucinacão para enxergar além
Porque aqui ninguém está a salvo
Somos o alvo principal desse canibalismo
Amado mecanismo do qual me destravo
Assisto ao vivo rasgarem peles
Marcadas por corações ou frases que sangram
Traços que andam e modificam o ser
Fazendo do viver pertencer aos que planam
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